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Turismo Gastronomia atrai turistas

Serviços de alimentação representam 81% das empresas que atuam no setor de viagens e lazer

O Food Service e a indústria do turismo são interdependentes, como comprova estudo encomendado pelo Ministério do Turismo ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No levantamento “Economia do Turismo: Análises das Atividades Características de Turismo” foi apurado que os empreendimentos ligados aos serviços de alimentação representam 81% das empresas que atuam na área de turismo, empregam 70% das pessoas e respondem por 41% do total de remunerações pagas no setor. Cerca de 80% dessas empresas são caracterizadas como de pequeno porte. O turismo é a quinta atividade geradora de divisas em moeda estrangeira para o País.

“Não há dúvidas da importância desse segmento como um dos propulsores do crescimento da atividade turística previsto para os próximos anos”, afirma Jean Louis Gallego, coordenador da Comissão de Food Service da ABIA. A mistura étnica do povo brasileiro permitiu que a gastronomia nacional fosse uma das mais ricas do mundo. A caracterização de pratos regionais, como o acarajé baiano, a moqueca ou o churrasco gaúcho, é, por si só, ferramenta de marketing que fomenta essa especificidade do setor. “Esses sabores característicos fazem a diferença na divulgação do turismo brasileiro e tornam muito mais rica a experiência do turista”, complementa o coordenador da ABIA.

No ano passado, o governo federal lançou o Plano Nacional de Turismo (PNT) para o período 2007-2010, visando estimular a atividade com foco na inclusão social, geração de empregos e renda e oferta de crédito para que os brasileiros viajem mais. O plano prioriza o fortalecimento do mercado interno, prevendo a geração de 1,7 milhão de novos empregos e a entrada de US$ 7 bilhões em divisas para o país. Estão previstos, ainda, investimentos de cerca de R$ 900 milhões na promoção e R$ 5 bilhões em infra-estrutura turística, o que inclui reforço na qualificação profissional. Da iniciativa privada são esperados aportes de capital da ordem de R$ 6 bilhões em hospedagem e R$ 12 bilhões em ampliação e melhoria de serviços.

Um dos mais prementes objetivos do Ministério do Turismo com o PNT é melhorar a qualificação profissional do setor e estimular o valor da gastronomia nacional. “É fundamental fomentar o ensino de língua estrangeira para quem trabalha em serviços de alimentação. Daí a importância de parcerias, com planejamento conjunto e realizações entre poder público e sociedade civil em prol de metas de qualidade”, esclareceu a ministra da pasta, Marta Suplicy, no lançamento do plano.
Com a relevância da gastronomia dentro do turismo, um grande desafio para a indústria é o desenvolvimento de linhas de produtos regionais ou produtos que possam ser customizados ou finalizados atendendo a essas demandas específicas. Jean Louis aponta que, para isso, é preciso amplos investimentos para que os mercados se tornem competitivos e atinjam a capilaridade de abastecimento essencial para a cadeia turística.