O
alimento
e
a história
Do pós-guerra
ao século XXI, muitas mudanças ocorreram
no hábito alimentar do brasileiro
No
final da II Guerra Mundial, os refugiados que se encontravam
concentrados nos países industrializados da Europa
tinham como preocupação essencial a reconstrução
pós-guerra. Esse processo, apoiado por iniciativas
como o Plano Marshall, originou um crescimento econômico
forte e sustentado, trazendo um vasto conjunto de benefícios
a pessoas que tinham sofrido as anteriores privações
da guerra e da recessão econômica.
O rápido crescimento
da economia mundial permitiu a uma grande porcentagem
da população européia refugiada iniciar
uma nova vida em países como os Estados Unidos,
Canadá, Austrália e Israel, locais com carência
existente no mercado de trabalho, o que contribuiu para
a prosperidade dessas sociedades. Foi nesse período
que começaram a surgir os primeiros alimentos industrializados,
permitindo à industria alimentícia ampliar
a sua área de atuação.

Durante a ascensão
econômica do pós-guerra até a década
de 1970, o alimento industrializado se consolidou, com
forte influência americana sobre os produtos.
No período, entrou
em cena a "geração coca-cola".
Se as primeiras necessidades da humanidade estavam centradas
na busca do alimento e na proteção contra
os predadores, as necessidades dessa geração
eram muito diferentes. A exigência estava naquilo
que desse prazer, mas, não necessariamente, fosse
indispensável. O advento da industrialização
e da produção de massa possibilitou - e
ao mesmo tempo exigiu, para sua continuidade - a formação
de um mercado consumidor capaz de absorver a produção
crescente de serviços e produtos que eram, talvez,
desnecessários à sobrevivência biológica
das pessoas.
No cenário industrial
da década de 80, surgiram os primeiros produtos
enriquecidos com vitaminas e sais minerais, inicialmente,
produzidos exclusivamente ao público infanto-juvenil.
No entanto, com a adesão do conceito pela população,
começaram a surgir produtos também destinados
à população adulta.
Mas não parou por aí.
A partir dos anos 90, os alimentos passaram a ser vistos
como sinônimos de bem-estar, redução
de riscos de doenças e como veículos de
uma melhor qualidade de vida para a população.
O culto pela boa forma estava no auge e, com ele, a valorização
da cozinha saudável. Assim, surgiram os produtos
diet, mais indicado para diabéticos, e light, que
apresentavam menos calorias sem prejuízo do sabor.Nesse
sentido, a preocupação com a saúde
se tornou a tônica do século XXI.